segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Resenha: O Nome do Vento


Nome: O Nome do Vento 
Autor: Patrick Rothfuss 
Gênero: Fantasia Épica
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 650


Quando eu terminei de ler esse livro tudo que eu conseguia pensar era: “uauuu, sem oooor, que coisa maravilhosa, pelo amor de Deus, preciso do próximo AGORA”. Se George R.R. Martin é (pra mim) o rei da fantasia contemporânea, Patrick Rothfuss sem duvida é o primeiro na linha de sucessão ao trono.

“Em nome da simplicidade, presumamos que sou o centro da criação. Para isso, deixemos de lado inúmeras histórias maçantes. Avancemos depressa para a única história que tem importância real. A minha.”

O nome do vento nos apresenta a história conturbada de Kvothe. Desde seus primeiros momentos com sua família na trupe e sua descoberta da magia, passando pelos seus péssimos anos como pedinte, até chegar à Universidade em seus melhores momentos como personagem.

“Não importa como você leve sua vida, sua inteligência o defenderá melhor do que uma espada. Trate de mantê-la afiada!”

Kvothe é o que poucos personagens conseguem ser: uma lenda. Inteligente, carismático, meio inconsequente as vezes, e com o objetivo de vingar sua família; a combinação não podia ser melhor e não tem como não devorar esse livro – mesmo com as 650 páginas.

              “As histórias verdadeiras raramente seguem em linha reta”


A maior parte do livro é no passado, onde descobrimos um pouco de como nossa lenda se tornou o que é hoje. Essas partes são em primeira pessoa e em alguns momentos, principalmente os conturbados, você se sente em uma mente divagando e ainda que conturbada a mente é a melhor arma - mesmo nas piores situações.

Os momentos no presente também não deixam a desejar. Estes te colocam numa hospedaria com um Kvothe não tão heroico e seu aprendiz Bast (um dos meus preferidos) e seus dias pacatos num vilarejo pequeno.

Com episódios alegres, tristes, bravos, complicados, inteligentes, românticos, personagens muito bem trabalhados e que são mais do que aparentam ser; o universo criado por Rothfuss te captura e mantem preso até a última palavra.



Para qualquer amante de fantasia, para quem está fugindo dos romances água com açúcar, para quem cansou de só ler mais do mesmo: o nome do vento não vai te decepcionar. E SEM OOOOOR QUE FINAL! REALMENTE PRECISO DA CONTINUAÇÃO PRA ONTEM.

“Há uma ligação fundamental entre ser e parecer. Todos nos transformamos naquilo que fingimos ser. É como se todo mundo contasse uma historia sobre si mesmo dentro da própria cabeça. Sempre. O tempo todo. Essa história faz o sujeito ser quem é. Nós nos construímos a partir dessa história.”

Ps: os direitos autorais para filme, série E (sim, ainda tem mais) jogos já foram comprados e o autor disse que vai participar ativamente das decisões para felicidade de todos. 

Vem nos comentários me dizer o que achou :)