quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Resenha: Half Bad

Nome: Half Bad
Autor: Sally Green
Gênero: YA/Fantasia
Editora: Intrínseca 
Número de Páginas: 304

Antes de qualquer coisa eu tenho que admitir: comprei esse livro exclusivamente pela capa. Nunca tinha ouvido falar de Half Bad, mas ele estava me chamando e foi amor à primeira vista. Sim, isso acontece vez e outra. E a editora acertou em cheio nisso e por não ter traduzido o nome. Enfim...
Half Bad se passa em Londres, onde bruxos e félix (aka humanos) convivem sem que os últimos desconfiem sobre magia ou qualquer coisa do tipo. Os bruxos, por sua vez, são divididos em da luz e das sombras. Bruxos da luz são puros, representam o que existe de melhor da sociedade, que nunca usam magia para machucar os outros (ou é isso que eles dizem). Os bruxos da sombra são caçados pelos da luz e estão quase todos mortos. Existem também os meio-sangues: meio bruxos e meio félix, mas são ignorados pelos bruxos por serem considerados inferiores.

E existe o Nathan, nosso protagonista, meio luz e meio sombra. Filho do bruxo da sombra mais cruel de todos os tempos. Que matou sua mãe e deixou Nathan e seus três meios-irmãos aos cuidados da avó. Desde cedo ele aprendeu a não falar sobre o pai e que nunca seria tratado como os irmãos pelos outros. Quando olham para ele tudo o que veem é o menino meio sombra – nunca o meio luz.

Nessa sociedade todos os adolescentes bruxos ao completarem dezessete anos recebem três presentes e o sangue dos seus ancestrais para depois descobrir seus dons. E a preocupação do conselho é se deve ou não deixar que isso aconteça com o Nathan e correr o risco de ele ser igual ao pai ou mata-lo agora e fingir que ele nunca existiu.
O começo da história é diferente e a escrita flui, mas em alguns momentos poderia ser melhorada. Até a página duzentos a maior graça é o Nathan, ele sofre e não é pouco, mas continua sarcástico, fazendo graça sem nunca desistir de fugir. Depois dele o melhor personagem é Gabriel, que surge para ajudar – só vou dizer isso para não dar spoiler. Achei estranho que no começo do livro a relação do Nathan com a família é extremamente trabalhada e depois nada.

Mas fora isso o livro é bom, não é maravilhoso, falta bruxaria – mas para o livro de estreia dá a entender que a trilogia promete. Um universo bruxo novo, um provável triângulo amoroso (#nathaniel – alguém ai me entende?), reviravoltas, cenas de ação e um ótimo gancho para o próximo livro. Um YA que vai agradar, principalmente por ter tido os seus direitos vendidos.

Só espero que em Half Wild os pequenos erros da autora sejam melhorados e que a trilogia não perca apenas para virar um fenômeno entre adolescentes. E para quem gosta de extras, tem Half Lies – um livro digital que conta outra história no universo de Half Bad.